Mostrando postagens com marcador construção de argumentos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador construção de argumentos. Mostrar todas as postagens

sábado, 18 de abril de 2009

Atividade 6.2 - Construção de Argumentos sobre "Considerações Sobre a Neutralidade da Ciência"

Novamente, como RA ímpar, devo argumentar contra a imparcialidade da ciência. Contra, ao menos, o critério de que ela deve ser sempre imparcial.

É importante ressaltar que esse texto não representa, necessariamente, aquilo em que acredito. Trata-se apenas de um exercício de argumentação.


A ciência deve ser imparcial, mas não o é. Ao menos não integralmente, pois os cientistas são humanos. Mas deve se sempre buscar a imparcialidade... Deve-se mesmo? Imparcial, segundo o Houaiss, é “que julga sem paixão”. Agora questiono: o que faz um esportista ou um músico bons em suas atividades? Não seria justamente a paixão pelo que fazem?

Mas um cientista tem paixão pelo que faz, você dirá. Sim, ponto pra você. Mas ele tem paixão pela ciência, pelo desconhecido, pela descoberta. O cientista que tem um envolvimento emocional com seu objeto de pesquisa – seja porque aquela máquina lhe trará benefício pessoal, ou porque sua filha poderá ser curada por aquele tratamento – busca o resultado com mais afinco, não se deixa desanimar com fatores negativos no meio do caminho. Pode inclusive buscar saídas pouco usuais e um tanto arriscadas.

Não defendo, de forma alguma, comportamentos antiéticos, irresponsáveis. Não digo que os fins justificam os meios. Mas creio que a imparcialidade pode transformar os cientistas em máquinas e tirar toda a beleza, a criatividade, e mesmo a eficiência, de diversas pesquisas. É preciso que o cientista tenha vínculo emocional com sua pesquisa. Que a ame, respire-a no seu dia-a-dia. Ele deve, sim, conseguir prová-la, argumentá-la com a comunidade científica. Valores cognitivos, imparciais, são necessários para isso. Portanto, ao apresentar os resultados, a imparcialidade deve prevalecer. Mas deixar seu toque pessoal, parcial naquela pesquisa que tanto ama, não é algo condenável. É preciso saber apenas dosar. Quando acaba a parcialidade e deve imperar a imparcialidade?

Atividade 6.1 - Construção de Argumentos sobre "Variações Sobre Arte e Ciência"

Uma das questões levantadas no texto “Variações sobre Arte e Ciência” é a especialização das áreas e o engessamento das suas subdivisões. Como meu RA é ímpar (024865), desenvolverei uma linha de argumentação contra essa rigidez nas subdivisões.

É importante ressaltar que esse texto não representa, necessariamente, aquilo em que acredito. Trata-se apenas de um exercício de argumentação.


Especializar-se, segundo o dicionário Houaiss é “diminuir seu âmbito de atuação, aumentando a profundidade com que trata seu objeto”. É importante especializar-se, conhecer seu objeto de trabalho a fundo em seus mínimos detalhes. E é algo muito freqüente na ciência. O cientista continua seus estudos sendo cada vez mais estrito e focado, cada vez mais especializado.

Uma das demonstrações do aumento na especialização são os novos cursos universitários que abrem a cada ano. A área de Engenharia apresenta cada vez mais subdivisões. Áreas da Biologia, como Ecologia e Biotecnologia, hoje são cursos de graduação completamente desvinculados. Ao mesmo tempo, esses profissionais serão excelentes tecnicamente naquilo que se especializaram, mas podem ter bastante dificuldade para gerenciar uma equipe, para resolver problemas que saiam um pouco do escopo de sua especialidade.

É importante salientar que a especialização por si só não é algo negativo, mas o uso que se faz dela o é. Um especialista que sabe reconhecer suas limitações e buscar ajuda; que sabe se associar a outros especialistas em busca de um melhor resultado faz bom uso das especialidades. E o resultado dessas associações são equipes multidisciplinares, cada vez mais importantes no cenário atual cheio de especialistas.

São justamente estas equipes que quebram as fronteiras entre as especialidades. Este trabalho conjunto de profissionais de diversas áreas, cada um cobrindo aspectos de sua área de especialização, atinge um resultado mais amplo, mais completo, mais abrangente. É de profissionais assim, sem preconceitos contra outras áreas e outras especialidades que são necessários hoje em dia, pra garantir que o conhecimento possa ser bem aplicado à sociedade.